NOVOS OLHARES: A APRENDIZAGEM SOCIAL E EM REDE
CAMILA SANTANA
Pedagoga e Mestre em Educação e Contemporaneidade pela Universidade do Estado da Bahia. Professora da Rede Municipal de Ensino de Salvador, atuando na UNICED – Universidade Aberta da Educação e Cultura. Professora da FAMEC – Faculdade Metropolitana de Camaçari. Integrante da equipe de Coordenação de Material Didático da GEAD – Gestão de Projetos e Atividades na Modalidade a Distância da UNEB – Universidade do Estado da Bahia. Pesquisadora do grupo de pesquisa Comunidades Virtuais, investigando a interface Educação e Tecnologias Digitais, dando ênfase nas questões relacionadas à aprendizagem em ambientes virtuais, às redes sociais na internet e cultura digital.
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Resumo: O presente artigo propõe discutir as relações entre a aprendizagem e redes, na perspectiva social, levando em consideração práticas sociais e construções de redes sociais na rede mundial de computadores na intenção de apontar novos olhares sobre a aprendizagem na sociedade contemporânea, enfatizando seu caráter colaborativo e social.
Palavras-chave: Aprendizagem social; redes sociais; internet
NEW PERSPECTIVES: LEARNING AND SOCIAL NETWORK
Abstract: This article discusses the relationship between learning and networking, the social perspective, taking into account social practices and structures of social networks on the World Wide Web with the intention of pointing out new perspectives on learning in contemporary society, emphasizing the collaborative nature and social.
Key-words: Social learning; social networks; internet
MAPEAMENTO INICIAL
João Cabral de Melo Neto (1966) disse: “Um galo sozinho não tece a manhã: ele precisará sempre de outros galos”. O poema do autor pode ser pensado como uma grande teia. Galos conexos, construindo a cada dia uma manhã. Cada galo lançando um grito a outro que, apanhando-o, lança-o novamente a um outro, formando uma extensa rede de conhecimento, aprendizagem, saberes e colaboração.
Utilizando o simbolismo de Melo Neto (1996), inicio este breve artigo atribuindo significado a uma palavra que é, na verdade, um amplo campo semântico e, portanto, ...
... repleta de significações: Rede.
Assim, aqui, rede, está relacionada a uma metáfora estrutural de modo a compreender elementos e suas conexões. No caso, os elementos correspondem aos atores sociais, e as conexões às relações destes atores (RECUERO, 2006). No cenário contemporâneo essas relações acontecem de formas diversificadas, mediada muitas vezes por artefatos computacionais e configurando novas maneiras de relacionamento e construção social.
A rede internet, por exemplo, é uma metáfora estrutural extremamente importante e usual na atualidade. Além de uma rede mundial de computadores, sujeitos se interconectam mantendo mais do que um canal de diálogo entre duas pessoas. Assim como os galos, os homens lançam-se idéias, opiniões, experiências. Tecem saberes, vivências e relações. Estas relações são mantidas, estabelecidas, criadas e reafirmadas em ambientes virtuais. Neste momento, detenho a reflexão em torno dos construtos sociais relativos à aprendizagem em rede.
Refletir a aprendizagem enquanto construção e, mais que isso, construção social, é uma experiência que deveria constituir-se instrumento intrínseco à prática de todo educador, especialmente, na contemporaneidade, onde as estruturas e instituições sociais adquirem novas faces.
Para pensarmos em que perspectiva a aprendizagem pode ser contextualizada neste artigo, é imprescindível que seja compreendido o tipo de aprendizagem a que este texto se refere. Inicialmente, defendo a idéia de que a aprendizagem acontece das mais diversas formas, nos mais distintos ambientes. Não quero dizer com isso que a escola não tem função ou importância. Muito pelo contrário.
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Marques (1995) diz que o homem pode ser conceituado como ser que aprende, assim
não surge ele feito ou pré-programado de vez. Sua existência não é por inteiro, dada ou fixa; ele a constrói a partir de imensa gama de possibilidades em aberto. Nasce no seio de uma cultura viva, que só é tal à medida que assumida como desafio de permanente reconstrução pela atribuição dos sentidos que imprime a seu convívio em sociedade e na estruturação da própria personalidade (MARQUES, 1995, p. 15).
Nesta percepção, o sujeito se constitui socioculturalmente frente aos saberes articulados oriundos da cultura e das experiências do mundo, “a aprendizagem não é conformação ao que existe nem pura construção a partir do nada” (MARQUES, 1995, p. 15). Assim, para o autor, a atividade humana está contida no sistema das relações sociais mediadas pelas formas e meios de comunicação, o que significa que as funções mentais superiores, discutidas por Vigotski (2002), são construídas durante a história social do homem.
Desta forma, como postula ainda Marques (1995), o mundo da vida social é a primeira instância de alicerce das aprendizagens. Ou seja, a condição social de aprendiz do ser humano antecede qualquer instituição formal destinada a este fim: “Toda aprendizagem se inicia pela inserção do sujeito em seu mundo de vida, de que ele não é o iniciador, mas produto, em seu processo de socialização/individualização e singularização” (MARQUES, 1995, p.19).
Há que se ressaltar, contudo, que as experiências radiofônicas educativas centraram-se em concepções mais conservadoras, como o processo centrado no professor-emissor, na transmissão de conteúdos estagnados e na avaliação que cobrava do aluno a memorização de aspectos pontuais do conteúdo ensinado. Além disso, a tecnologia tem características próprias e um uso social específico que, nem sempre, atendem aos preceitos educacionais,
A aprendizagem, a partir das considerações teóricas destes autores, acontece também por meio da interação com objetos. Ao ler um livro, buscar informações em sites específicos ou discutir fervorosamente em um fórum da comunidade x do Orkut, por exemplo, o sujeito interage com objetos. No caso da internet, há uma programação sistemática para responder à busca através de um sistema específico. No livro, as...
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... informações estão postas e o sujeito as assimila e ressignifica. No entanto, em ambos os casos, o sujeito interage mais do que com apenas um objeto impresso de páginas escritas, ou páginas hospedadas em sites. Interage com as idéias do autor, de quem escreveu, de quem publicou. Ou seja, a informação só é possível, porque alguém a produziu e a colocou onde ela está.
No fórum das comunidades, o objeto da interação é outro sujeito, ou seja, não há programação para respostas, nem há informações já prontas. Há construção, troca comunicativa e produção de diálogo e sentido em rede. Desta forma, se a aprendizagem pode acontecer de várias maneiras, seja pela relação com informações organizadas em determinado suporte, seja pela busca de algum tipo de instrução em determinado ambiente mediado por equipamento maquínico ou ainda pela troca de diálogos entre sujeito, será que ela acontece apenas no espaço formal e tradicional da escola?
A escola, como se apresenta hoje, nem sempre existiu. Ela foi forjada como forma de conceber e produzir ensino em um espaço próprio, destinado a este fim. Esta criação ocasionou a formalização e sistematização do processo de ensino-aprendizagem como algo generalizado. O ensino deixa de ser familiar e difuso para ser institucional e sistêmico. A escola passa a ser o espaço ideal para a manutenção dos valores considerados ideais pela sociedade e o professor, o agente principal deste processo. Contudo, à medida que a sociedade modifica-se por variáveis diversificadas, como a própria difusão da tecnologia digital, a escola também se modifica, seja em relação à disposição dos alunos, às funções, aos espaços físicos, às modalidades, ao professor. E junto com a escola outros espaços de saber surgem e se ressignificam.
Considerando os artefatos contemporâneos de comunicação e sociabilidade, em especial as novas mídias digitais, como a internet, é importante ressaltar que estas interfaces e elementos têm modificado a maneira como os indivíduos se comunicam, se...
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... relacionam e, inclusive, aprendem, visto que estas mutações apresentam outros espaços e dinâmicas educacionais e socioculturais: nasce um outro ambiente sociocultural em virtude
da era digital – o ciberespaço(1) , trazendo uma nova forma de pensar – cibercultura(2) , onde a lógica racional é hipertextual, não linear e interativa.
TECENDO FIOS DE APRENDIZAGEM: BREVES CONSIDERAÇÕES
A aprendizagem é um conceito amplo, complexo e cheio de variantes. E é importante quando, através deste conceito, a idéia de intencionalidade de um objetivo a ser atingido perde seu caráter unívoco de verdade. Isso possibilita sinalizar que a aprendizagem também ocorre sem intenção de ensino ou, inclusive, do próprio ato de aprender de forma pré-determinada. A própria vida serve como exemplo, pois é evidente que a aprendizagem se verifica com freqüência fora do ambiente escolar, ou seja, uma infinidade de conhecimentos através de ferramentas e instrumentos que não têm como origem o ensino e nem como finalidade direta, primordial, a aprendizagem, assimilação nem transmissão de conteúdos. A interação em espaços sociais como clubes, teatros, cinemas é um exemplo característico, além dos meios de comunicação de massa, como rádio, TV, jornal e a própria internet, que disponibilizam informações e espaços, muitas vezes, sem intencionalidade de ensinar (embora nestes meios também existam espaços próprios para instrução e transmissão de conteúdos, inclusive os curriculares da escola).
Vigotski (2005), em toda sua teoria, enfatiza a construção social como elemento balizador da aprendizagem, pois, segundo o autor, o desenvolvimento do sujeito não ocorre do individual para o social, mas do social para o individual, visto que é no diálogo com o ...
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... outro que as primeiras manifestações de reflexão lógica surgem e, a posteriori, no diálogo consigo mesmo. A consciência de si e do outro é uma estrutura cognitiva importante para o
teórico, e esta, para Vigotski (2002; 2005) é construída na interação - ação entre - dois sujeitos com o ambiente. Uma interação como Primo (2007) caracterizou: a relação que se estabelece entre os interagentes.
Aprender, assim, denota compreensão situada na esfera da constituição do conhecimento, uma construção que envolve o diálogo e os conhecimentos acumulados pela humanidade, não podendo, portanto, caracterizar-se como processo solitário. Tudo isso implica dizer que a aprendizagem ocorre por meio de uma construção conjunta de vozes, idéias, sujeitos e histórias, dialogicamente: “Dialogicidade verdadeira, em que sujeitos dialógicos aprendem e crescem na diferença” (FREIRE, 2002, p. 67). Nesta perspectiva, aprender é mais que reter, acumular, decorar dados, informações. Aprender é contextualizar e estabelecer sentido a partir do diálogo, em um contexto que, antes de tudo, é sócio-histórico.
Por tudo isso é que aprender não tem vínculo permanente e exclusivo com um espaço ou instituição específica, mas com a natureza das relações considerando o momento sócio-histórico. Aprender está para a escola, para as conversas ao telefone, para os diálogos via CMC(3) e para diversas outras experiências do homem e seu ambiente social.
“A educação começa por um encontro. Educamo-nos sempre em comunhão” (FREIRE, 1982, p. 95). Aprendemos nas trocas contínuas, nas vivências diárias. Em todos os espaços, momentos e com todas as pessoas. Se partirmos desta hipótese, a escola passa a não ser o único lugar responsável e favorável à aprendizagem dos sujeitos. Portanto, o diálogo e a comunicação alimentam uma educação arrolada de tecnologias diversas. Esses ...
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... três eixos (diálogo-comunicação-tecnologias) são característicos das práticas educativas contemporâneas e não estão isentos de conflitos (GOMEZ, 2004).
Ainda assim, a aprendizagem que trato não está restrita aos currículos, disciplinas e livros escolares. Muitas vezes ela não é, embora possa ser. Este processo de aprendizagem para além dos muros escolares está sendo compreendido por aprendizagem social, pautada na interação entre sujeitos, sendo possibiltada por dinâmicas variadas, sobretudo coletivas e em rede. Segundo Geertz (1989), o pensar humano e os processos psicológicos superiores (a aprendizagem é um deles), geralmente, são primariamente ações visíveis, conduzidas em termos dos objetivos e expressões da cultura comum, coletiva, e, apenas secundariamente, uma questão privativa.
A origem de todos os processos psicológicos superiores, especificamente os humanos, não pode, portanto, ser encontrada na mente ou no cérebro de uma pessoa individual, mas deve ser procurada nos sistemas de signos sociais “extracerebrais” que uma cultura proporciona (VAN DER VEER & VALSINER, 1996, p. 244).
Nesta perspectiva, o caráter grupal e dialógico é um fator importante na aprendizagem. Na rede mundial de computadores (em especial a web 2.0 por sua essência colaborativa), ações desta natureza são freqüentes e comuns, visto que os sujeitos conectados – independentemente do lugar e tempo em que se encontrem –intercambiam saberes e experiências de várias ordens; conhecimentos comuns, saberes científicos, informações diárias, relatos de vida. É neste momento que o carater social da aprendizagem está mais presente do que nunca sobretudo nas construções de redes sociais e de saberes. Segundo Antoun (2003), nesta nova forma de refletir os aspectos e fenômenos das redes, a comunicação torna-se um modo de instituir, estruturar os seres e não apenas um meio de trocar mensagens.
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Gomez (2004), diz que o uso generalizado da internet e a cultura oriunda dela possibilitaram relações sociais de enorme impacto social, econômico e político, em nível local e global, gerando novos espaços de poder relacionados ao conhecimento nos quais
encontramos brechas para ações educativas. No caso das comunidades virtuais e softwares sociais na internet(4), as possibilidades de construções sociais, produção de saberes e trocas comunicacionais através de fóruns de discussão e diálogos síncronos e assíncronos são inúmeras.
Para Rheingold (1996), essas comunidades são organizações sociais na internet compostas por interlocutores virtuais com interesses que vão do conhecimento científico ao conhecimento espontâneo. Os sujeitos valem-se desses espaços para trocas intelectuais, sociais, afetivas e culturais, possibilitando surgir sentimentos e estabelecendo teias de relacionamentos, mediadas pelo computador e uma conexão com a internet. Conectados nela, os sujeitos, no intuito de se relacionar, se abrem ao mundo com probabilidades de múltiplas identidades, interatuando através de suas habilidades e dos processos mentais.
Estas múltiplas possibilidades de interações e identidades podem ser percebidas tanto no Second Life como no Orkut, por exemplo, – em aspectos diferentes. No SL, o sujeito tem a possibilidade de experimentar, ser outro, agir diferente, provar sensações, criar desde avatares a objetos e simular uma vida, que pode ser similar à real ou completamente diferente.
O Orkut tem como objetivo (segundo o próprio site) criar uma rede de amigos confiáveis, ou seja, as pessoas que lá participam, em sua maioria, buscam encontrar amigos e participar de discussões sobre temas de seu interesse nos fóruns de discussões em algumas dos milhares de comunidades disponíveis no software. O fato de haver pessoas com interesses comuns e conhecimentos específicos sobre um determinado tema torna estes espaços verdadeiras enciclopédias sociais virtuais e, portanto, um espaço significativo ...
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... de construção de aprendizagens. Segundo Rheingold (1996), uma rede de indivíduos interessados nos mesmos objetos, temas e tópicos é mais eficaz do que qualquer motor de busca e do que a ‘intermediação cultural tradicional’, que sempre seleciona demais, sem conhecer nas minúcias as circunstâncias e necessidades de cada um.
Ainda relativo à construção de aprendizagem, vale a ressalva de que na web ela acontece através da interação, em especial a social, nos espaços disponíveis na rede e nas trocas com internautas.
Erikson (1976) afirma que as relações sociais são elementos fundamentais para a construção do sujeito, ou seja, o sujeito desenvolve-se por meio de suas requisições internas imbricadas com as exigências do ambiente em que está inserido, sendo a cultura e a sociedade organismos essenciais para a constituição do sujeito. Igualmente para Vigotski (2002), as implicações histórico-culturais e, portanto, sociais – visto que o homem é o único ser que possui cultura e o único capaz de construir e refletir sobre sua história – são os elementos estruturantes do homem.
REFERÊNCIAS
ANTOUN, H. A Multidão e o Futuro da Democracia na Cibercultura. In: Vera França; Maria Helena Weber; Raquel Paiva; Liv Sovik. (Org.). Livro do XI Compós: estudos de comunicação ensaios de complexidade. 1 ed. Porto Alegre: Sulina, 2003, v. 1, p. 165-192.
ERIKSON, Erik. Identidade, juventude e Crise. Rio de Janeiro: Zahar, 1988.
FREIRE, Paulo. GUIMARÃES, Sérgio. Sobre educação: diálogos. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.
______. Pedagogia da autonomia. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.
GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC, 1989.
GOMEZ, Margarita V. Educação em rede – uma visão emancipadora. São Paulo: Cortez, 2004.
MARQUES, Mário Osório. Aprendizagem na mediação social do aprendizado e da docência. Ijuí: Unijuí, 1995.
NETO, João Cabral de Melo. Tecendo a manhã. In: A Educação pela pedra. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1966.
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PRIMO, Alex. Interação mediada por computador. Comunicação, cibercultura e cognição. Porto Alegre: Sulina, 2007.
RECUERO, Raquel. Comunidades em Redes Sociais na Internet: Proposta de Tipologia baseada no Fotolog.com. Tese de Doutorado. Porto Alegre. UFRGS. 2006. 334f.
RHEINGOLD, Howard. A Comunidade Virtual. Lisboa: Gradiva, 1996.
SPYER, Juliano. Conectado. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.
VIGOTSKI, Lev S. A formação social da mente – o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. São Paulo: Martins Fontes, 2002.
______. Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
Recebido: 29/09/2009
Aceito: 05/11/2009
NOTAS:
(1)Segundo Lèvy é o “novo espaço de comunicação, sociabilidade, de organização e de transação, mas também novo mercado da informação e do conhecimento.” Local onde surgem as tecnologias digitais (LÈVY, 1999, p. 32).
(2)Para Lèvy, “verdadeiro movimento social, com seu grupo líder (a juventude metropolitana escolarizada), suas palavras de ordem (interconexão, criação de comunidades virtuais, inteligência coletiva) e suas aspirações coerentes" (LÈVY, 1999, p. 123).
(3)Comunicação mediada por computador.
(4)Segundo Spyer, “o termo ‘software social’ é usado para se referir ao tipo de programa que produz ambientes de socialização pela internet, ele é o que está por trás da colaboração on-line” (2007, p. 21).