A construção de uma rede de conhecimento: o estudo de caso da rede das incubadoras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
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Introdução
Uma das características do século 20 foi o fato de que, pela primeira vez na história da humanidade, a ciência passou a comandar a produção. Diferentemente dos séculos anteriores, onde a ciência era usada para explicar os fenômenos naturais, desde o século passado, a simbiose entre a ciência e a tecnologia permitiu a criação das mais importantes indústrias da era atual, muitas delas nascidas diretamente das bancadas dos laboratórios de pesquisa de universidades.
Durante a segunda metade do século 20, os professores, assim como outros profissionais, tornaram-se, gradualmente, mais envolvidas no mercado. Na década de 1980 a globalização acelerou o movimento de faculdades e universidades em direção ao mercado de diferentes maneiras. Os anos 80 destacaram-se como um ‘ponto de virada’, quando universidades e faculdades iniciaram a interação com o mercado, de forma que os profissionais oriundos dessas instituições passaram a ser padrão diferente em espécie e não em grau (Slaughter & Leslie, 1999).
Também nessa época surgiram nas universidades as incubadoras de empresas de base tecnológica e os parques tecnológicos, sendo a sua gênese na década de 1950, com a ...
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... criação espontânea de empresas de alta tecnologia por ex-alunos, alunos e professores, em torno das universidades de Stanford e Berkeley, na região do Vale do Silício, nos Estados Unidos.
Este fenômeno de incubação ‘natural’ de indústrias inovadoras quebrou o antigo paradigma, segundo o qual, a principal função da universidade seria formar pessoas qualificadas para o mercado de trabalho e ratificou a chamada segunda revolução acadêmica, que ocorreu em meados do século 20, quando a função do desenvolvimento econômico e social das regiões onde a universidade estava localizada foi incorporada à universidade. Esse movimento foi similar ao que havia acontecido no século 19, chamado de primeira revolução acadêmica, quando os laboratórios dinamizaram a pesquisa na academia, (Etzkowitz, 1990).
A experiência do Vale do Silício, anteriormente citada, foi tão impactante nos Estados Unidos que, a partir da década de 1960, agências de P&D norte-americanas passaram a apoiar, em conjunto com agências governamentais de fomento, as empresas nascentes no ambiente acadêmico. Na década de 1970, com o aporte de capital de risco privado, os programas de apoio à inovação tecnológica nas universidades, culminaram com a criação de incubadoras, muitas vezes induzidas ou até mesmo subsidiadas por recursos governamentais, geralmente com o fomento de recursos a fundo perdido e conhecido como capital de risco público.
Esta experiência norte-americana exitosa foi replicada em praticamente todos os países do mundo e no Brasil não foi exceção.
Assim, diversas estruturas organizacionais vêem sendo criadas nas universidades, chamadas de ‘universidades empreendedoras’, de acordo com Etzkowitz, (2004); Slaughter, (1999) e Clark, (1998) para dar suporte a novas demandas acadêmicas. Este modelo de universidade é uma organização interdisciplinar, baseada em áreas de conhecimento, com estruturas de ensino, pesquisa e extensão, focadas na produção de conhecimento e na ...
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... transferência deste para a sociedade. Ela é um dos atores principais no desenvolvimento local e sua diretriz de atuação é a interação universidade-indústria-governo, conhecido como o modelo da hélice tríplice (Etzkowitz, 2006).
Na Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ, o processo de incubação de empresas tecnológicas dentro dos campi universitários, apresenta características peculiares, em função das distâncias geográficas que os separa. A UERJ possui hoje 4 (quatro) incubadoras em quatro diferentes campi, mostradas no Quadro 1.
As incubadoras da UERJ foram criadas em um contexto governamental adverso, onde os incentivos governamentais, incluindo o Programa Nacional de Apoio às Incubadoras de Empresas e Parques Tecnológicos – PNI privilegiava somente o fortalecimento das incubadoras já consolidadas.
Hoje a UERJ vem se organizando, ainda que de forma desarticulada, implementando ações com características das universidades empreendedoras, onde as incubadoras de empresas podem ser consideradas o maior laboratório institucional de empreendedorismo.
A presente pesquisa tem por objetivo divulgar as soluções encontradas pelo corpo técnico da UERJ, para a construção de uma rede de conhecimento, que dá suporte à Rede de Incubadoras da universidade. Essas soluções foram elaboradas por meio de ações de empreendedorismo, tecnologia e inovação, onde inclui o surgimento das incubadoras, além de outras estruturas organizacionais híbridas (empresas juniores, dos escritórios de transferência de tecnologia, entre outros) (Etzkowitz, 2004). Especificamente a pesquisa irá apresentar a trajetória de transformação da UERJ, mostrando a dinâmica do movimento em direção a uma universidade empreendedora; identificar as diversas estruturas organizacionais que surgiram na universidade e hoje estão articuladas em forma de rede, fortalecendo as ações de interface com o mercado e mostrar as parcerias, governamentais ou não, indutoras dessa trajetória.
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Marco Teórico
A universidade empreendedora foi introduzida no Brasil através do ensino e do desenvolvimento da pesquisa, sendo esta uma atividade altamente organizada. As iniciativas acadêmicas baseadas no modelo da hélice tríplice surgiram nas universidades em um movimento bottom-up em parceria com empresas e organizações não-governamentais e recebeu o apoio do município, dos governos estadual e federal. A partir deste movimento de empreendedorismo acadêmico surgiram novos tipos de estruturas híbridas: incubadoras, parques científicos e tecnológicos, escritórios de transferência de tecnologia, empresas spin-off, parques tecnológicos e empresas juniores, (Etzkowitz et al., 2000; Etzkowitz, 2006).
De acordo com Clark (1998), as universidades são resistentes às ações do tipo top-down, isto é determinações que ocorrem de cima para baixo, na estrutura organizacional acadêmica. As ações transformadoras ocorrem bottom-up, isto é de baixo para cima, quando um número de pessoas das unidades acadêmicas, ao longo de anos, alteram gradativamente o modelo organizacional, por meio das iniciativas organizadas, garantindo a estrutura da instituição e a orientação desta para o modelo da universidade empreendedora. Ações coletivas em vários níveis é o cerne do fenômeno da transformação acadêmica.
A universidade empreendedora desenvolve atividades distintas dentro de um ambiente criativo e possui três características principais: (1) as atividades empreendedoras são aceitas e sistematicamente apoiadas; (2) os mecanismos de interface, tais como serviços de transferência de tecnologia, existem, e (3) um significativo número de docentes geram recursos para pesquisa e outras atividades acadêmicas, tais como a criação de incubadoras, empresas juniores, entre outras (Etzkowitz & Zhou, 2007).
De acordo com Clark, 1998, na trajetória de transformação de uma universidade, que vem de um modelo tradicional para um modelo empreendedor (caracterizado na ...
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... primeira e segunda revolução acadêmica), são 5 (cinco), os elementos constitutivos que podem ser identificados. São eles: um forte governo central; uma expansão de ações de desenvolvimento; uma diversificada base de financiamento; uma equipe acadêmica estimulada e uma cultura empreendedora.
Metodologia
A pesquisa apresentada a seguir é de natureza exploratória. Seu objetivo é fornecer uma visão geral de como a UERJ, efetivamente, incorpora ativos em sua trajetória de interação universidade-empresa-governo, através da abordagem de estudo de caso, que é considerado adequado, pois este pode fornecer modelos ideais que permitem uma melhor compreensão das características de uma universidade empreendedora.
Para este estudo, três perguntas foram escolhidas e aplicadas aos atores que desenvolvem as atividades relacionadas a este modelo organizacional. As perguntas são as seguintes:
• Pode a UERJ ser considerada uma universidade empreendedora, de acordo com a definição prevista na Etzkowitz e Zhou (2007) e Clark, (1998)?
• Um número significativo número de membros acadêmicos desenvolvem projetos e geram fundos para apoiar a pesquisa acad~emica e envolvem as incubadoras?
• Que fatores internos ou externos influenciam a UERJ a assumir o empreendedorismo como uma diretriz essencial no seu planejamento estratégico
Diferentes abordagens foram utilizadas para obter os dados para o estudo, incluindo a pesquisa a documentos publicados, entrevistas semi-estruturadas com professores e/ou diretores da universidade, e participação em eventos onde os representantes da universidade apresentaram informações relativas às suas unidades acadêmicas e programas.
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Resultados
A partir do mapeamento das ações de empreendedorismo, tecnologia e inovação implantadas na universidade, pelo modelo bottom-up e apresentadas no Quadro 1, será mostrada visão geral de como aUERJ vem incorporando o empreendedorismo à sua trajetória acadêmica, incluindo a incubação de empresas.
No início dos anos 90, as ações (ações 1 e 3), no campus Maracanã, do Instituto de Matemática e Estatística – IME, junto à IBM e ao Programa Softex, segundo Carvalho (2009), podem ser consideradas a gênese do movimento empreendedor na universidade.
Simultaneamente, no campus de Nova Friburgo, dois funcionários do IPRJ, vão fazer o curso de mestrado na COPPE/UFRJ na área de inovação tecnológica e organização industrial da engenharia de produção e a partir desses conhecimentos adquiridos, essas duas pessoas, estimuladas pelo diretor do Instituto, criaram em 1994 e 1997, a incubadora e o escritório de transferência de tecnologia, respectivamente (ações 2 e 4).
Por outro lado, podem ser verificados na UERJ os elementos constitutivos de uma trajetória empreendedora, conforme citado por Clark (1998): a governança se estabelece por voto, fato que garante o fortalecimento da Reitoria, a qual ratificou diversas ações empreendedoras surgidas em diferentes unidades acadêmicas, estabelecidas por um ato executivo administrativo, (ações 1, 6, 8, 13, 19); diversas ações de desenvolvimento surgiram ao longo do tempo em vários departamentos (FEN, IME, IPRJ, FAF, etc), sendo que muitas delas foram financiadas por diferentes programas e ações estratégicas, governamentais e privadas (ações 1, 3, 15, 18, 20, 21, 22, 23 e 24);essas ações surgiram por iniciativa de diferentes equipes acadêmicas, com espírito empreendedor, em diversas área da universidade, que não somente induziram a criação das incubadoras de empresas, como também as das empresas juniores, escritórios de transferência de tecnologia e de propriedade intelectual.
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Nas ações do governo federal, junto ao PNI/FINEP, as incubadoras do IPRJ e da FEN não atuaram de forma articulada pois cada uma delas submeteu seu projeto a um programa diferente (ações 20 e 21). Isso caracterizou a inexistência de uma política institucional apesar dos resultados obtidos.
Também houve fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro-FAPERJ (ações 22 e 24) para a implantação do Laboratório de Inovação e Empreendedorismo e da Rede de Incubadoras da UERJ, estes porém, com articulação de 6(seis) diferentes unidades acadêmicas.
A difusão dos resultados de sucesso dessas ações de desenvolvimento empreendedor não são divulgadas na instituição, em função da falta de uma política sistêmica e articulada entre as diferentes unidades acadêmicas. Como o exemplo pode-se citar a classificação dos alunos, que apresentaram um projeto de qualidade no Universia (ação 23) e as premiações das empresas pré-incubadas na Incubadora de Empresas de Design - DESIGN.INC (ação19).
Como forma de otimizar o apoio à essas incubadoras, localizadas nos diversos campi regionais, a universidade, por meio da Faculdade de Administração e Finanças – FAF e da SR-2 (a escola de negócios e Sub-Reitoria de Pesquisa e Pós-graduação) em uma ação conjunta de gestão, e sob a determinação da Reitoria, elaboraram o Programa de Pré-incubação, Incubação e Pós-incubação para ser desenvolvido pelos atores da universidade, organizados em rede, que desenvolvem ações de empreendedorismo, tecnologia e inovação.
A finalidade é transferir conhecimento às empresas incubadoras e promover o desenvolvimento econômico e social das regiões onde estas estão localizadas, a partir de uma política que possa favorecer articulação entre os atores e a consolidação das incubadoras. Foi criada a Rede de Incubadoras de Empresas da UERJ, articulada com diversas outras estruturas organizacionais, sendo a formalização desta, o estabelecimento de uma governança participativa que veio ancorar, de forma sistêmica as diversas ações de ...
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... construção do conhecimento coletivo e plural, que caracterizam a trajetória da UERJ como universidade empreendedora.
Conclusão
A UERJ pode ser considerada uma universidade empreendedora, de acordo com a definição de Etzkowitz and Zhou (2007) and Clark, (1998), apesar de seu estágio de desenvolvimento do empreendedorismo.
Também é possível verificar que essas ações tiveram início nos anos 90, conforme citado por Slaughter e Leslie (1999), como sendo o momento de transformação das universidades no mundo, passando a desempenharem funções de desenvolvimento econômico e social, voltadas para o relacionamento com o mercado.
Um número significativo de membros da equipe acadêmica desenvolve ações empreendedoras que geram fundos para apoiar a pesquisa universitária e outras atividade de empreendedorismo, mas todas essas ações não são articuladas e apenas neste momento, uma política para organizar estas ações em uma rede foi implantada. É possível verificar que vários fatores internos e externos UERJ influenciam a gestão superior a tomar decisões políticas uma preocupação essencial com a trajetória empreendedora da universidade.
Quadro 1 - Ações Empreendedoras “Bottom-up” |
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Ação |
Financiamentos (Fomentos Externos e Internos) |
Ano |
Resultados |
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IBM Brazil - Convênio com o Instituto de Matemática e Estatística – IME da UERJ |
1992 |
Realização de Oficinas de Empreendedorismo. |
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X |
1994 |
Programa Acadêmico Incubadora de Empresas de Base Tecnológica – IEBTec (AEDA nº. 043/1994) |
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National Research Council - CNPq/ Programa Nacional de Software para Exportação – Softex, do Ministério da Ciência e Tecnologia – MCT. |
1996 |
O Departamento de Informática do IME criou uma disciplina universal, denominada ‘Empreendedor em TI’, atingindo 26 turmas/ 40 alunos. |
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X |
1997 |
Escritório de Transferência de Tecnologia do IPRJ, em Nova Friburgo |
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X |
1998 |
Hidros Consultoria |
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X |
2000 |
PITT - Programa de Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia (AEDA nº.08/2000) |
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X |
2001 |
Solução Estatística Júnior |
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X |
2002 |
Incubadora de Empresas de Base Tecnológica e Setor Tradicional – IEBTST (AEDA nº. 008/2002). |
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X |
2002 |
Iniciativa Júnior |
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X |
2002 |
Economus Consultoria Júnior |
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X |
2002 |
Serra Júnior |
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X |
2003 |
A UERJ tornou-se sócia-fundadora em 13 de novembro de 2003, por meio da participação da incubadora do IPRJ. |
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X |
2003 |
Incubadora PHOENIX (AEDA nº. 004/2003). |
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X |
2004 |
Nauta |
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Convênio SEBRAE/UERJ - Grande Empreendedores e Pequenos Negócios de 05/06 |
2005 |
70 (setenta) vagas para alunos da UERJ cursos à distância |
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X |
2005 |
Ética Consultoria & Projetos |
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X |
2005 |
Geográfica Consultoria |
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Sub-Reitoria de Extensão- SR-3 - Programa de Extensão com a criação do CEMPRE – Centro de Empreendedorismo do IME/UERJ |
2006 |
A inserção dos alunos no mercado de trabalho, retorno para cursos de especialização e/ou mestrado. |
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X |
2007 |
Incubadora de Empresas de Design - DESIGN.INC (AEDA nº. 002/2007). |
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Programa Nacional de Apoio às Incubadoras de Empresas -PNI , desenvolvido pelo governo federal brasileiro (Referência 2466/06 da CHAMADA PÚBLICA MCT/FINEP/Ação Transversal – PNI 09/2006) |
2007 |
Núcleos de Inteligência Competitiva nas incubadoras do IEBTec, do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca - CEFET e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC. |
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Programa Nacional de Apoio às Incubadoras de Empresas - PNI , desenvolvido pelo governo federal brasileiro (Referência 2481/06 da CHAMADA PÚBLICA MCT/FINEP/Ação Transversal – PNI 09/2006) |
2007 |
A RAETEC disponibiliza plataformas de: (i) Governança, Captação de recursos e Coordenação; (ii) Gestão da Incubadora e Serviços Prestados às Empresas; (iii) Prospecção Externa de Demandas no Cluster Local;(iv) Prospecção Interna nos Centros de Conhecimento de Potenciais Produtos e Serviços;(v) Interação Universidade - Mercado - Comunidade; (vi) Fomento à Cultura Empreendedora; e (vii) Ecossistemas de Inovação. |
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Edital de Apoio Infra-estrutura para as Universidades Estaduais do Rio de Janeiro UERJ, Universidade Estadual do Norte Fluminense-UENF e Centro Universitário da Zona Oeste -UEZO |
2007 |
Laboratório de Inovação e Empreendedorismo em funcionamento (Processo Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro – FAPERJ: E-26/110.152/2007) |
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Convênio Universia - Prêmios Santander de Empreendedorismo e Ciência e Inovação |
2007 |
2 (dois) alunos daUERJ chegam a final do prêmio Universia em (Vinicius Range e Renan Maldonado criaram o Sistema 2tech-Consig, um Construção de software para gestão de crédito consignado, já está em fase piloto, sendo testado por oito empresas. A idéia foi buscar no mercado um processo falho, somar tecnologia a esse processo e dividir os resultados" |
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Edital de Apoio às Incubadoras de Empresas de Base Tecnológica (apoio à infra-estrutura física e administrativa de Incubadoras de Empresas de Base Tecnológica sediadas em Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) no Estado do Rio de Janeiro. |
2008 |
Em fase de implantação a Rede de Incubadoras da UERJ (Processo Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro – FAPERJ: E - 26/190.083/2008). Essa Rede visa ao aprimoramento dos serviços prestados às empresas, à ampliação dos impactos da incubadora sobre a comunidade em que está inserida e ao incremento do conteúdo de inovação tecnológica das empresas atendidas. |
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X |
2008 |
Interação Júnior |
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X |
2008 |
Consulteq |
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X |
2008 |
Plano de Empreendimento Social para a Associação União Geral dos Cegos. |
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FINEP – CT PETRO, programa do governo federal brasileiro. Empresas incubadas no IEBTec |
2008 |
3 (três) empresas contempladas mas ainda não houve liberação de recurso da Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP. |
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X |
2009 |
Faculdade de Engenharia - FEN |
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X |
2009 |
Faculdade de Engenharia - FEN |
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Carvalho, M. B. (2009). Entrevista.
Clark, Burton R. (1998). Creating Entrepreneurial Universities: Organization Pathways Of Transformation. In: Introduction. Kidlington, Oxford OX5 IGB, UK,. P.xiii-xvi.
Etzkowitz, H. (1990). “The Second Academic Revolution: The Role Of The Research University In Economic Development”. The Research System In Transition. S.E.Cozzens Et Al. (Eds.), Kluwer Academic Publishers, Netherlands, Pp 109-124,.
Etzkowitz, H., Webster, A., Gebhart, C. and Terra, B. (2000). ‘The future of the university and the University of the future: the evolution of the ivory tower to entrepreneurial paradigm’, Research Policy, 29: 2, pp. 313–330.
Etzkowitz, H. (2004). The Evolution of The Entrepreneurial University. International Journal Of Technology And Globalisation -Vol. 1, No. 1 Pp. 64-77.
Etzkowitz, H. (2006). ‘The Entrepreneurial University and the Triple Helix as a Development Paradigm’, Ethiopia Triple Helix Conference, Addis Ababa.
Etzkowitz, H. and Zhou, C. (2007). ‘Regional Innovation Initiator: The Entrepreneurial University in Various Triple Helix Models’, Triple Helix 6th Conference theme paper, Singapore.
Slaughter, Sheila; Leslie, Larry L. (1997). Academic Capitalism: Politics, Polices And The Entrepreneurial University. In: Chapter One. The Johns Hopkins University Press, p.1-6.
Recebido: 24/09/2009
Aceito: 27/10/2009