Há Doenças Piores Do Que As Doenças? Considerações Sobre Fenômenos Psicossomáticos A Partir De Freud E Winnicott (1).
Maria Vitoria Mamed Maia Psicóloga, Psicanalista, Doutora em Psicologia (Puc-Rio), Mestre em Literatura Brasileira (Puc-Rio), Psicopedagoga do Núcleo de Orientação e atendimento psicopedagógico (NOAP-Puc-Rio), Professora da especialização em Psicopedagogia (CEPERJ), autora do livro "Rios sem discurso": considerações sobre a agressividade da infância na contemporaneidade. São Paulo: Vetor, 2007. Pesquisadora do LIPIS/PUC-Rio. E-mail:mvitoriamaia@gmail.com
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Resumo: O fato de encontrarmos na clínica hospitalar
um grande número de pacientes que portam um adoecimento resistente
tanto ao tratamento medicamentoso quanto ao psicoterapêutico fez-nos
iniciar as reflexões sobre as relações soma/psique apresentadas
nesse artigo. O conceito ou operador central dessas nossas reflexões
é a questão da angústia vista sob o olhar teórico de Freud e Winnicott
, fazendo-nos poder propor o adoecimento psicossomático como um
mecanismo psíquico defensivo.
Palavras-chave: Psicossomática;
Angústia; Freud; Winnicott
APPOINTMENTS ON PSYCHOSSOMATIC PHENOMENA FROM FREUD'S AND WINNICOTT'S THEORIES (1)
Abstract: Since we can find a large number of patients whose diseases are not transformed by medical nor psychological treatment, made us start thinking about the relationship between sum and psyche presented in this article that, based on anguish concept elaborated by Freud and Winnicott, by making us able to propose psychosomatic illness as a psychological defensive mechanism. Keywords: Psychosomatic phenomenon; anguish; Freud; Winnicott
O presente estudo se iniciou a partir da experiência adquirida nos anos em que trabalhamos em um hospital geral,
na cidade do Rio de Janeiro. Dessa experiência, algumas questões foram sendo suscitadas e se desdobraram
em um projeto de pesquisa que vem sendo desenvolvido no Núcleo de Pesquisa sobre o Desenvolvimento Humano (NEDHU),
do Departamento de Psicologia da Universidade Federal do Paraná (2) .
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Trabalhando no ambulatório hospitalar, uma situação especifica nos chamou, particularmente,
a atenção suscitando inúmeras indagações, tanto clínicas quanto teóricas. Começamos a reparar no grande número
de pacientes que nos era encaminhado pelas outras clínicas do próprio hospital portando um adoecimento físico
peculiar: por mais que os médicos tivessem a possibilidade de um diagnóstico preciso, e, portanto, recursos
medicamentos claros, tais adoecimentos se mantinham resistentes ao tratamento proposto. Não que houvesse
uma recusa explícita e consciente dos pacientes em aderirem ao tratamento, ao contrário, eles se mostravam
bastante interessados no mesmo e, visivelmente, gostavam de estar sempre no hospital, de fazerem exames,
de contarem e re-contarem seus padecimentos, de se sentirem reconhecidos pela equipe de saúde etc.
Tal situação peculiar nos incitou diversos questionamentos: por que eles gostavam tanto de estarem ali? Por que faziam essa escolha pelo hospital, pelo adoecimento e pelo padecimento? Seria uma forma de pertencimento e de re-conhecimento de si e de seu corpo? Nos parecia, às vezes, que dessa maneira aí se esboçava a ratificação da existência de um sujeito que se mantém resistente à transformação pela demonstração clara de que ali há algo, que para além da vontade consciente dos pacientes, para além da boa vontade dos médicos, para além da ordem biológica, se mantém fixo, paralisado, resistente, firme. Às vezes pensávamos: seria essa a única forma desses pacientes resguardarem algo que era só deles? Seria o corpo o último recurso disponível de um Eu extremante invadido cuja última sentinela, último guardião de si seria o adoecer somático?
Mais intrigadas ficamos, quando aos poucos fomos percebendo que através dos conceitos de hereditariedade ou genética, ou genoma, enfim, aqui não importa muito o termo empregado, os pacientes iam tecendo fios discursivos que os conectavam às suas famílias, os identificando e diferenciando entre pai/mãe/irmão/irmã/avós/primos. Um jogo interessante através do qual eles iam se reconhecendo e construindo, imaginariamente, parentescos, pertencimentos a uma família, um pai, uma mãe, que nem sempre estiveram muito presentes, em termos afetivos, em suas vidas. Interessante pensar, nessas 'cadeias transgeracionais', o que esses pacientes 'escolhiam' herdar de seus pais e transmitir a seus filhos. No entroncamento do adoecimento e do cuidado, entre o prazer e a dor, entre a vida e a morte, algo se fazia transmissão. E por que, desse ponto de entroncamento, bem aí, fazer disso uma forma de viver se tornando tão opaco
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à transformação tanto física quanto psíquica? Seria uma recusa de permitir novas 'invasões ambientais',
como nos propõe Winnicott?
Bem, sem termos muitas certezas, é esse tipo de adoecimento que resiste à intervenção medicamentosa e, igualmente, ao processo psicoterapêutico que estamos propondo denominar de fenômenos psicossomáticos. Tal denominação se baseia na crença que nesses fenômenos há algo do sujeito que se expressa através do corpo, do padecer, da fixação, da não-transformação. Se o corpo aqui padece de forma diferente do sintoma histérico, não se fazendo palco da simbolização, no entanto, acreditamos que podemos arriscar que ele aqui se presta à atuação, à repetição. Ou seja, trata-se de um padecer igualmente referente ao campo humano, posto que se totalmente biológico se transformaria pela medicação e se totalmente simbólico, se transformaria pela psicoterapia, porém, na dobradiça entre esses dois....resiste. E é justamente essa resistência que nos faz supor a existência de uma escolha? De uma marca? De um traço mnêmico? Enfim, não sabemos... mas para pensar melhor sobre todas essas questões resolvemos recorrer aos autores da psicanálise que nos são mais caros: Freud e Winnicott, para com eles tentarmos esboçar um entendimento sobre a questão.
Apresentamos, a seguir, o início de nossas incursões teóricas, deixando claro que trata-se de um primeiro
esboço de compreensão que deverá prosseguir nas próximas etapas da pesquisa.
Angústia e subjetividade: desejo e dor.
Inicialmente gostaríamos de destacar que, a despeito das inúmeras descontinuidades entre as obras desses dois autores, ambos, ao postularem a constituição da subjetividade, o fazem a partir de um conceito fundamental, um afeto primordial através do qual ingressamos nos labirintos da subjetividade como seres desejantes: a angústia. Exatamente por isso resolvemos iniciar nossos estudos privilegiando esse conceito nas obras desses dois autores, e ver o que eles nos informariam sobre a construção do adoecimento psicossomático.
Iniciando por Freud, percebemos que desde muito cedo em sua obra ele se indaga sobre a angústia. (FREUD, 1894a; 1895a[1894];1895b[1894]; 1896; 1897a; 1897b). Nesse primeiro momento de elaboração teórica, preocupado em estabelecer um quadro nosográfico específico para as patologias neuróticas, ele percebe a angústia como um sintoma ora difuso, confuso e sem especificidade, como no caso das obsessões, em que a angústia pode aparecer misturada a outros sentimentos como a
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culpa, o remorso, a dúvida, o ressentimento; ou ora como um sintoma
central e primordial de uma patologia, a neurose de angústia.
Esta última, incluída no campo das neuroses atuais, em oposição
às psiconeuroses, se organizaria sem a participação de um mecanismo
psíquico. A esse respeito, Freud (1895b[1894]) nos informa que
a neurose de angústia pode ser entendida como o resultado de um
acúmulo de energia sexual que, não recebendo possibilidades de
se fazer representar no aparelho psíquico, é encaminhado para
vias de escoamento energético inadequadas: vias corporais produzindo
uma série de sintomas de ordem fisiológica, tais como palpitações,
sudorese, respiração acelerada e tontura. A sensação que emerge,
concomitantemente a esses sintomas, é sentida pelos pacientes
como um ataque súbito de angústia.
Freud faz aqui, a nosso ver, dois assinalamentos fantásticos: 1) os processos fisiológicos da energia sexual, ainda que se iniciem se desenvolvam e terminem em processos fisiológicos, não pertencem exclusivamente à esfera fisiológica, posto que deixam como resíduo algo que se expressa em termos psíquicos: a angústia. 2) por outro lado, a energia sexual que ruma, defletida para a esfera somática em vez de se fazer representar no plano psíquico, tem como base a escolha de um sujeito que se impõe formas de resistência contra o prazer sexual, um sujeito que escolhe, por exemplo, a abstinência sexual prolongada. Ou seja, uma decisão psíquica produz como resultado um processo físico que por sua vez, produz um efeito psíquico. De que outra coisa estaria Freud nos falando aqui do que sobre o psicossoma em um processo constante de articulação compassada e descompassada? E, fundamentalmente, um compasso que se desfaz a partir da invasão súbita de uma intensidade energética que não encontra, no plano psíquico, vias de escoamento adequado, isto é, não encontra uma forma de organização satisfatória .
Interessante observar que embora no decorrer da obra freudiana, a angústia tenha deixado de ser teorizada a partir do campo das neuroses atuais, em um de seus mais importantes textos sobre o assunto, "Inibições, sintoma e angústia" vamos encontrar o autor às voltas com muitos elementos que especificamos aqui: a angústia relacionando-se a um impacto produzido pela tensão pulsional sobre o psiquismo em vias de se constituir, fazendo as vezes de uma dobradiça entre o soma e a psiquê. Nesse texto, Freud (1926) parte da prematuridade do ser humano ao nascer que o faz dependente dos cuidados de um outro que satisfaça suas necessidades vitais. Do encontro entre a necessidade e a repetição constante de sua satisfação, caminhos que unem esses dois elementos vão sendo trilhados, teias começam a ser tecidas, organizações estabelecidas,
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fantasias constituídas. Ou seja, é no intervalo de um espaço entre a sensação fisiológica e seu correlato
psíquico, que o afeto de angústia aí inserido, inaugura o registro psicossomático. Alerta-nos Freud nesse
artigo: ali onde havia necessidade, esta se transforma em desejo, ali onde havia satisfação, começa a
haver realização, ali onde havia um corpo, um sujeito advém. Assim, o autor nos aponta, então, para uma
relação intrínseca entre soma/psique, que co-existem, mutuamente impactados, intrinsecamente relacionados.
È por isso que acreditamos que devamos entendê-los não a partir de uma forma dualista, psique -soma, em
interação, mas também não de uma forma monista simplista, como se não houvesse distinção, pois esta há e
a angústia automática sentida corporalmente e psiquicamente pelo desamparado e prematuro bebê, é o que
aponta para a impossibilidade de identificação ou diferenciação total entre esses dois registros.
A angústia, nos parece ser o índice de que, nessa operação de constituição do humano, algo resta,
co-eficiente da diferençiação, ela atesta que devemos conceber, então, psique/soma de uma forma complexa
e paradoxal, assim como nos informa Winnicott (1990), como uma unidade que comporta o duplo ou o múltiplo.
Acreditamos, nesse sentido, que a contribuição winnicottiana se apresenta como fértil para entendermos a questão dos fenômenos psicossomáticos, pois, refletindo sobre esse mesmo movimento princeps de constituição da subjetividade, Winnicott (1983) destaca que nesse momento inicial, o bebê por não dispor, ainda, de recursos psíquicos próprios, o prazer/desprazer inserido nas primeiras experiências de satisfação, é sentido corporal/psiquicamente, deixando como marca a "angústia impensável" a partir da qual um vínculo entre psique e soma pode ir se constituindo, já que se exige do bebê, premido por seu potencial ao desenvolvimento, que ele produza constantes re-arranjos nas malhas psicossomáticas, integrando-as. Processo delicado que só pode ser entendido no seio de uma relação que se estabelece entre o bebê e sua mãe/ambiente que provê as satisfações de suas necessidades de uma forma acolhedora e protetora que vai, aos poucos, fornecendo significações, sentidos e contornos ao impensável, ao indizível e ao incompreensível das exigências vitais de seu bebê as quais vão, como vimos, aos pouco se tornando, também psíquicas. Caso tudo corra bem, a relação materna sustenta a harmonia de integração psicossomática, posto que no lapso de tempo em que a mãe demora pra atender prontamente às exigências de satisfação infantil, tal falha abre a brecha para que o bebê vivencie a falta e clame pela satisfação já obtida uma vez. O que o implica em uma busca, desenvolvimento, crescimento, por meios próprios, na medida em que a mãe o atende dentro de um espaço temporal suportável para ele. Suportável
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porque mantém a confiança infantil no ambiente intacta na medida em que a mãe/ambiente prossegue fazendo
as vezes de um anteparo necessário às invasões de intensidades de energia pulsional sentidas pelos bebê.
A mãe, nesse sentido, segundo Winnicott (1990), age como uma tela protetora ao insipiente aparelho psíquico
de seu bebê, protegendo-o das constantes ondas de energia que a ele chegam e que podem ser sentidas como
invasões, independentemente de serem internas (pulsionais) ou externas (ambientais) posto que, nesse
momento ainda não há diferenciação possível entre mundo externo e interno.
Dessa maneira, nos alerta o autor, é essa mesma falha que se se prolongar por um tempo maior do que aquele que a criança possa suportar, corre-se o risco que se transforme em invasão, em desespero, em desesperança, uma vez que a reivindicação pela satisfação, caia no vazio perdendo seu sentido, inundando o aparelho psíquico com uma intensidade de energia para além da sua possibilidade de organização. Nesses momentos, a integração psicossoma iniciante se desfaz e a reação possível a tal falha sentida como invasão, se apresenta no nível corporal, como a expressão de uma dor, dor de uma angústia "impossível de ser pensada".
É essa perspectiva winnicottiana que nos leva a supor que, retornando ao início de nossas considerações,
o adoecimento psicossomático se apresenta como uma resposta, como uma escolha, como uma resistência frente a
uma ação ambiental sentida como invasão. Se, se abate sobre o corpo, no entanto ainda diz respeito à psique e
traz, implicitamente a essência de sua verdade. Como nos diz o poeta:
Há doenças piores que as doenças
Há dores que não doem, nem na alma
Mas que são dolorosas mais que as outras.
Há angústias sonhadas mais reais
Que as que a vida nos traz, há sensações
Sentidas só com imaginá-las
Que são mais nossas do que a própria vida.
Há tanta coisa que, sem existir,
Existe, existe demoradamente,
E demoradamente é nossa e nós...
Por sobre o verde turvo do amplo rio
Os circunflexos brancos das gaivotas...
Por sobre a alma o adejar inútil
Do que não foi, nem pôde ser, e é tudo.
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(Fernando Pessoa - Há doenças piores do que as doenças)
1) O presente artigo baseia-se no trabalho apresentado como tema livre no IV Simpósio de Psicossomática
Psicanalítica do Instituto Sedes Sapientae.
2) Pesquisa coordenada pela prof. Nadja Pinheiro, com a colaboração da prof. Maria Vitória Maia e participação dos
seguintes alunos da graduação em psicologia da UFPR: Luciana de Almeida Morais; Ana Claudia Dantas; Matheus Vinicius
Munhões; Gustavo Vieira da Silva; Andréa de Alvarenga Lima; Luiza Cataxo; Antonio Fumagalli Junior.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
FREUD,S. (1894) As Neuropsicoses de defesa. In: Edição Estardard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, vol. III, Rio de Janeiro: Imago, 1986.
________ (1895a [1894]) Obsessões e Fobias: seu mecanismo psíquico e sua etiologia.
In: Edição Estardard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, vol. III, Rio de Janeiro: Imago, 1986.
_________ (1895b [1894]) Sobre os fundamentos para destacar da neurastenia uma síndrome específica denominada "neurose de angústia". In: Edição Estardard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, vol. III, Rio de Janeiro: Imago, 1986.
________ (1896) A Etiologia da Histeria. In: Edição Estardard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, vol. III, Rio de Janeiro: Imago, 1986.
________ (1897a) Rascunho B - A etiologia das Neuroses. In: Edição Estardard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, vol. I, Rio de Janeiro: Imago, 1986.
_________ (1897b) Rascunho E - Como se origina a angústia. In: Edição Estardard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, vol. I, Rio de Janeiro: Imago, 1986.
_________ (1926) Inibições, Sintoma e Angústia. In: Edição Estardard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, vol. XX, Rio de Janeiro: Imago, 1986.
PINHEIRO, N. & MAIA, M.V.(2007) A angústia entre o desejar e o adoecer: reflexões sobre os fenômenos psicossomáticos a partir de Freud e Winnicott. Trabalho apresentado no IV Simpósio de Psicossomática Psicanalítica do Instituto Sedes Sapientiae, São Paulo, 26 a 28 de outubro.
WINNICOTT,D.W.(1975). O brincar e a realidade. Rio de Janeiro: Imago. (Originalmente publicado em 1971).
WINNICOTT,D.W.(1983).O ambiente e os processos de maturação: estudos sobre a teoria do desenvolvimento emocional. Porto Alegre: Artes Médicas. (Originalmente publicado em 1979).
WINNICOTT,D.W. (1990). Natureza Humana. Rio de Janeiro: Imago.(Originalmente publicado em 1988).
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Recebido: 29/03/2008
Aceito : 15/04/2008
NOTAS:
(1) O presente artigo baseia-se no trabalho apresentado como tema livre no IV Simpósio de Psicossomática Psicanalítica do Instituto Sedes Sapientae.
(2) Pesquisa coordenada pela prof. Nadja Pinheiro, com a colaboração da prof. Maria Vitória Maia e participação dos seguintes alunos da graduação em psicologia da UFPR: Luciana de Almeida Morais; Ana Claudia Dantas; Matheus Vinicius Munhões; Gustavo Vieira da Silva; Andréa de Alvarenga Lima; Luiza Cataxo; Antonio Fumagalli Junior.