“Respeito As Suas Pernas Que Têm Varizes Porque Carregam Latas D'água E Trouxas de Roupa”(1) : Mulheres, Pobreza e Maternidade (2)
Gabriela Salomão Alves Pinho é Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica PUC- Rio. Mestre em Psicologia Social/UERJ. Psicóloga da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro
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Resumo: O presente artigo tem como proposta articular minha experiência profissional com mulheres moradoras de favelas de Pedra de Guaratiba, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro, com a questão da espacialidade, pobreza e exclusão. O foco principal é analisar a representação da maternidade nas classes populares. Considerando que são mulheres com vidas marcadas pela miséria e pela fome, que aprendem, desde cedo, a criar estratégias para sobreviver num mundo hostil e excludente, a vida na cidade grande. Compreender, então, os valores e as identidades que essas mulheres constróem a partir das vivências e suas relações com a territorialidade, abordando as transformações que caracterizam a vida social e a cultural na contemporaneidade.
Palavras- chave: mulheres, pobreza, territorialidade e maternidade
“ I RESPECT YOUR LEGS THAT HAVE VARICOSE VEINS BECAUSE THEY CARRY CANS OF WATER AND BAGS OF CLOTHES": WOMEN, POVERTY AND MATERNITY (3)
Abstract: The article in question suggests to link my professional experience with women who live in slums, in Pedra de Guaratiba, West Zone of Rio de Janeiro, with the matter of space, poverty and exclusion. The investigation of the performance of the maternity in popular classes is the focal point, taking into consideration that these are women living a life of misery and hungriness, who learn, at an early age, how to create strategies to survive in a adverse and excluding world, the life in the metropolis. Including the values and the identities that these women compose by their experiences and their relationship with the territoriality, boarding the transformations that delineate the social and cultural life in the contemporaneousness.
Keywords: women, poverty, territoriality and maternity
Durante o ano de 2006, trabalhando como psicóloga de uma ONG na zona oeste do Rio de Janeiro, juntamente com a assistente social da instituição, participei do projeto Coisas de Mulher. Tal projeto foi pensado a partir de um recadastramento com todas as famílias atendidas pela ONG, realizado em 2005. Os dados oferecidos por este ...
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... recadastramento demonstraram o quadro de vulnerabilidade em que vivem as famílias locais. Para fazer parte deste projeto foram selecionadas mulheres, mães de crianças regularmente matriculadas na ONG, com quatro ou mais filhos, que vivem em situação de carência absoluta ou precária situação socioeconômica, diagnosticadas pelas situações de: desemprego e subemprego, moradia em péssimas condições, sem estrutura mínima, situações de violência em suas diferentes modalidades (estrutural, física, psicológica, sexual e negligência), falta de perspectiva, aceitação e passividade frente às condições de vida e baixa escolaridade.
Embora tenha iniciado com 30 participantes, ao longo de 2006 participaram do grupo 20 mulheres. As desistências ocorreram por motivos de incompatibilidade de horários do grupo e o trabalho, ou por não conseguirem a inclusão na dinâmica e no processo de construção coletiva proposta pelo grupo.
Embora tenha iniciado com 30 participantes, ao longo de 2006 participaram do grupo 20 mulheres. As desistências ocorreram por motivos de incompatibilidade de horários do grupo e o trabalho, ou por não conseguirem a inclusão na dinâmica e no processo de construção coletiva proposta pelo grupo.
O principal objetivo do grupo era contribuir para que essas mulheres se apropriassem de suas decisões e projetos de vida com mais autonomia, além de fomentar o desenvolvimento de laços sociais e redes, como alternativa para a situação de solidão vivenciada por estas mulheres. As temáticas a serem trabalhadas durante os encontros foram elaboradas pelo próprio grupo, como forma de dar voz a essas mulheres e estimular, através do auto-conhecimento, o aumento da auto-estima e a possível ressignificação do posicionamento frente a família, o companheiro, os filhos e situações de trabalho.
Ao longo dos encontros, que aconteceram entre fevereiro e outubro de 2006, realizados semanalmente, sempre às sextas-feiras, de 08:00 às 10:30, três temáticas ...
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... foram priorizadas pelas mulheres: maternidade e a relação com os filhos, questões relacionadas ao direito da mulher e geração de renda. Observamos que a solicitação do grupo reflete justamente a vivência marcada por diversas formas de violência.
Se, por um lado, conseguíamos vislumbrar alguns resultados positivos do Grupo Coisas de Mulher, como a aproximação do grupo com as iniciativas da comunidade e a possibilidade do trabalho remunerado ; o retorno à sala de aula com o Pró Jovem e a formação de uma rede de apoio entre as mulheres participantes do grupo, ao verificar semelhanças entre suas histórias; por outro lado, sempre que recebíamos a notícia de uma nova gravidez no grupo (e não foram poucas), gerava um grande desconforto em mim, psicóloga, e na assistente social. Era como se não tivéssemos dando conta do recado, como se o grupo não estivesse trazendo benefícios para essas mulheres, já que na nossa concepção, uma nova gravidez naquela realidade de vida não podia ser escolha.
A inquietação que impulsiona o desenvolvimento desse trabalho vem da necessidade de compreender a(s) mulher(es) a partir das transformações que caracterizam a vida social e a cultural na contemporaneidade. O objetivo é compreender os valores e as identidades que as mulheres constróem a partir das vivências e suas relações com a territorialidade, focando, especialmente, a relação dessas mulheres com a maternidade. Mulheres que lidam com a violência como acontecimento cotidiano, naturalizando-a em seu convívio familiar e social e, muitas vezes, acabam transformando-a em meio de sobrevivência. Mulheres com vidas marcadas pela fome e a miséria, que aprendem, desde cedo, a criar estratégias para sobreviver num mundo hostil e excludente, a vida na cidade grande.
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O espaço está o tempo inteiro em relação com quem o ocupa. De acordo com Castells (2000), é uma relação entre o espaço físico e a sociedade (que dá movimento a este espaço) que se pode definir o que é urbano. O autor enfatiza que é somente a partir da década de 70 que se começa a pensar e a teorizar sobre a cidade. Entende a cidade, pois, como a especialização dos espaços. Tal especialização acabou tendo como conseqüência uma grande dificuldade dos indivíduos em desenvolverem a noção de sua pertença ao mundo. Como nos aponta Vilhena (2005), ao articularmos territorialidade e produção de subjetividade, "falamos de uma subjetividade confinada em territórios marcados pela violência das desigualdades de oportunidades de vida, a qual fabrica e re-atualiza, cotidianamente, novas expressões", capaz de dar sentido e uma identidade, geralmente atravessada pelas significações imaginárias presentes na sociedade que os associam a marginais, delinqüentes e bandidos. "Em tais situações, estes grupos podem ser descritos geográfica e psicologicamente como estando nos subúrbios da cidadania" (Vilhena, 2005). Podemos observar dentre a mulheres do grupo, a grande sensação de invisibilidade, a falta de iniciativa na cobrança de seus direitos. Mulheres essas que não se apropriaram da cidade em que vivem, não conseguem se locomover utilizando meios de transporte e, algumas vezes, não se deslocam para além do seu bairro. Como finalização do Grupo "Coisas de Mulher", foi sugerida pelas próprias mulheres um passeio ao cinema, já que 90% das mulheres nunca tinha ido a nenhum. O grupo escolheu assistir "Zuzu Angel", talvez pela ampla propaganda do filme veiculada na Rede Globo de Televisão, a mais vista por esse público. No dia do passeio, todas muito bem arrumadas, com suas roupas preferidas e maquiadas, demonstravam bastante ansiedade. Tudo parecia uma grande novidade, e pudemos constatar que algumas delas ...
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... nem mesmo conheciam a Barra da Tijuca, bairro vizinho a Pedra de Guaratiba, onde ficava localizado o cinema que fomos. Algumas, nunca tinham visto a praia , mesmo morando no Rio de Janeiro.
Wacquant (2001) põe em dúvida conclusões apressadas sobre a “guetificação” de nossas favelas. Entende a idéia de gueto como uma desconexão. O gueto está de fato apartado das condições gerais da sociedade. Está num espaço diferenciado. Não transita pela cidade, ficando absolutamente isolado do contexto da mesma. Em minhas andanças pelas favelas de Pedra de Guaratiba, a sensação que predomina é de um grande isolamento e de uma desvinculação quase total a um Rio de Janeiro tão distante. Tanto em quilometragem quanto em expectativa de vida, realidade social, forma de subsistência, moradias etc.
Decidimos delimitar um espaço específico, pois acreditamos que as diferentes formas de constituição das favelas, e em que território urbano ficam localizadas influencia de diversas formas a vida de seus moradores, guardando certas especificidades dentro da semelhança que cerca aqueles que são denominados de favelados. De acordo com essa lógica, Brum (2007) aponta que “(...) existem favelas e favelas, e mesmo dentro de cada uma as variações entre suas partes, áreas, sub-áreas, microáreas, é enorme”. Apesar da cidade do Rio de Janeiro ter uma topografia cercada de morros, o que impediu e limitou a segregação, o espaço de onde estamos falando, fica na periferia. Guaratiba, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro, está situado entre Santa Cruz e Recreio, dividida em três grandes localidades: Barra de Guaratiba, Ilha de Guaratiba e Pedra de Guaratiba. Pedra de Guaratiba está localizada há 60 quilômetros do Centro do Rio de Janeiro, com uma população estimada de aproximadamente 9.600 ...
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... habitantes e ocupando o 1180 (entre os 1260) lugar no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado do Rio de Janeiro. Além disso, outro fator relevante é a constatação de que 17,5% da população tem entre 0 e 10 anos , o que caracteriza uma alta taxa de natalidade e, portanto, um grande número de crianças por família. O bairro vem passando por grandes transformações sócio-culturais. A formação deste bairro ocorreu num ambiente com características rurais. Ignorado pelos investimentos públicos por décadas, o bairro sofreu forte “decadência” com a invasão desordenada. As tecnologias de sobrevivência tradicionais – pesca artesanal, horticultura e criação de animais – equilibravam de alguma forma a falta de benefícios, de infra-estrutura e os raros equipamentos coletivos. No entanto, um crescimento populacional de 35% ao ano trouxe profundas mudanças no perfil do bairro. Dois fatos muito colaboram para esse crescimento, chegam periodicamente ônibus oriundos do Norte e Nordeste do nosso país, com paradas na Rocinha, em Rio das Pedras e ponto final em Pedra de Guaratiba. Outro fator que nos chamou atenção, é a total ausência de políticas públicas, falta pílula anticoncepcional e camisinha no Posto de Saúde, e a laqueadura só pode ser realizada 40 dias após o parto. Ou seja, a burocracia só dificulta e acaba impedindo práticas efetivas que venham beneficiar a população pobre.
A violência, uma outra face do esquecimento e do abandono, já se faz presente no dia a dia das famílias. Vale destacar que a violência que os atinge no cotidiano não se reduz às dificuldades para sobreviver, mas a violência de “mil faces: do governo, do patrão, da polícia, dos bandidos, dos vizinhos.” (Sawaia apud Yazbeck, 1990). Além desses tipos de violências, a população de Pedra de Guaratiba vem, nos últimos anos, ...
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convivendo com o tráfico de drogas, e, recentemente, com as milícias que estão obtendo cada vez mais espaço na comunidade.
Hoje, Pedra de Guaratiba é composta por famílias que vieram principalmente do Norte e Nordeste do nosso país (47% das famílias atendidas na ONG), em busca de melhores condições de vida e trabalho; também recebe pessoas de outros bairros da cidade do Rio de Janeiro, mudanças estas, geralmente relacionadas à busca de locais menos violentos e com menor custo de moradia. Outro fator relevante no perfil da população de Pedra de Guaratiba é a instabilidade ocupacional. De maneira geral esta população está vinculada ao mercado informal da economia, mercado este onde não há regulação do trabalho ou direitos trabalhistas. O que está em jogo neste tipo de relação trabalhista é a sobrevivência de muitos em nossa sociedade, evidenciando uma massa de reserva que não apresenta chances de (re)ingresso no mercado formal. No recadastramento já citado no início do texto, constatamos que 0% das mulheres, mães de crianças atendidas na ONG possuem vínculo empregatício. Em inúmeros relatos, fica claro que quando aparece alguma atividade remunerada, o pagamento é irrisório, caracterizando em alguns casos, uma grande exploração.
O alto índice de migrantes das regiões Norte e Nordeste nas favelas é analisado por Zamora (1992), que estudou vivências formadoras da identidade do migrante nordestino na cidade do Rio de Janeiro, observamos, assim, que a causa da migração é exclusivamente econômica e social. Com uma leitura crítica das regiões Norte/Nordeste como o sertão estéril, país dos sitiados pela fome, afirma que os nordestinos têm que vender barato seu suor e muitas vezes a sua vida, para sair de um lugar que “reduz com a mesma indiferença, homem e cana a bagaço. Nação mangue, dos híbridos homens- ...
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... caranguejos”. A escolha entre o lugar onde se sentem estimados e respeitados, mas que não dá condição nenhuma de sair da pobreza e da privação, e o outro lugar, que lhes pode dar sobrevivência, é o que os fazem ter a coragem de partir. Se a “Cidade Maravilhosa” é lugar de trabalho e ganho certos, além de recursos, como escola e hospitais, é também, o lugar agitado, de assaltos e criminalidade. Ocorre um grande estranhamento pela vivência em um meio desconhecido, o urbano, o que por vezes gera uma relação bastante ambígua com a metrópole. O sentimento que predomina é o de serem mais um nesta cidade grande, tornam-se o migrante anônimo em busca de sobrevivência e dignidade. Nesse contexto em que o mundo se fragmenta, o indivíduo também se autonomiza, a princípio, não existem mais pessoas presas às amarras do mudo feudal, mas sim, indivíduos “livres e iguais” (Dumont, 1985). Trad (2003), aponta que o processo de adaptação do imigrante passa por uma complexa integração entre estruturas sociais, culturais, econômicas e políticas do velho e do novo contextos, gerando uma profunda reorganização subjetiva. Os imigrantes são expostos a transformações ambientais na nova comunidade, e eles tentam gradualmente entender e incorporar.
O fracasso brasileiro, em especial o fracasso carioca para incorporar a pobreza em sua urbanização, gera nesses “invasores” o sentimento de não-pertencimento, de não-filiação, ocupando um lugar em uma pólis que o rejeitou. (Vilhena, 2005). Em sua análise, Brum (2007) enfatiza como os favelados são vitais para o funcionamento da economia da cidade, além de servirem como oferta de mão de obra barata, constituem, cada vez mais, um mercado consumidor que está em franca expansão. Discorda do termo “cidade partida”, pois relativiza que as favelas não são um mundo à parte e que os ...
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... favelados não são “excluídos”, e sim “incorporados (ao Estado, à economia, à cidade) de maneira subordinada, desigual e principalmente, ´controlada´”. Dessa forma, os favelados são aproveitados pelo sistema de diversas maneiras, “poupa-se de críticas o sistema que gera a desigualdade, responsabilizando os que mais sofrem com ela”. Ao mesmo tempo, Vilhena (2005), problematiza a imagem veiculada pela mídia e difundida socialmente a respeito das favelas como lugar de privação, ou seja, território definido pelo que falta. "As comunidades de baixa renda são, assim, reduzidas a locais de perigo, crimes e drogas, e, além disso, as crianças e jovens são vistas como estando ou sendo de risco ao invés de serem abordadas em termos do seu potencial" (Vilhena, 2005).
Martins (1997) coloca em discussão a questão da exclusão. Todos somos iguais, mas vivemos em um mundo onde a desigualdade é fundamental (projeto liberal). Dentro do mesmo texto, José de Souza Martins problematiza o trabalho como ocupação que o sujeito tem e que gera renda, além de ser formador e produtor de subjetividade. Faz um contraponto ao sujeito que só depende do Estado de Bem-Estar Social. As políticas sociais compensatórias legitimam a exclusão? São formas de inclusões enganadoras? Qual o significado do trabalho para as mulheres moradoras de Pedra de Guaratiba que recusam a inserção no mercado e muitas vezes escolhem viver do Bolsa-Família? No mesmo sentido, Wacquant (2001) também aponta a exclusão como um conceito impreciso e, portanto, equivocado. De que exclusão se fala? Ao trazer a pobreza como dependência dos auxílios da assistência social, leva-nos a indagar se este tipo de benefício geraria a estigmatização e seria uma espiral de esvaziamento subjetivo. Para ele, o sujeito que está fora da produção, está em um estado de anomia. É fato que tais auxílios levam recorrentemente a um esvaziamento político da população atendida.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRUM, Mário Sérgio. Repressão, clientelismo, resistência...relações entre Estado e favelas no Rio de Janeiro. Disponível no site: www.klepsidra.net. Acessado em abril de 2007.
CASTELLS, Manuel. A questão urbana. São Paulo: Paz e Terra, 2000. Parte I. Cap. 1: “O fenômeno urbano: delimitações conceituais e realidades históricas”, p. 39-57.
DIMEIMENSTEIN, M., Zamora, M.H.,,& Vilhena, J. Sobre a vida dos jovens nas favelas cariocas. In:Revista do Departamento de Psicologia- UFF. Niteroi, UFF.16. 1., 2005, pp 24-39.
DUMONT, Louis. O Individualismo – uma perspectiva antropológica da sociedade moderna. São Paulo: Rocco, 1985.
MARTINS, José de Souza. Exclusão Social e a nova desigualdade. São Paulo: Paulus, 1997. Cap. 1: “O falso problema da exclusão e o problema social da inclusão marginal”, p. 25-38.
PASSETTI, E. Cartografia de violências. Serviço Social e Sociedade, São Paulo, v. 70, p. 5-43, 2002.
TRAD, Leny Alves Bonfim. Processo Migratório e Saúde Mental: Rupturas e Continuidade na Vida Cotidiana. IN: Physis: Revista de Saúde Coletiva. Vol. 13, n. 1 (2003). Rio de Janeiro: UERJ/Rede Sirius/PROTAT, 2003.
VILHENA, J. Da cultura do medo à fraternidade como laço social.IN: Vilhena, Vieiralves e Zamora (orgs) As Cidades e as formas de viver. Rio de Janeiro: Ed.Museu da República, 2005, pp 19-43.
WACQUANT, Löic J. D. Os condenados da cidade: estudos sobre a marginalidade avançada. Rio de Janeiro: Revan/FASE, 2001. Parte II: “Os proscritos da cidade: estigma e divisão no gueto norte-americano e na periferia urbana francesa.”, p. 131-159.
YASBEK, Maria Carmelita. Classes Subalternas e Assistência Social. São Paulo: Ed. Cortez, 2003.
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ZAMORA, Maria Helena Rodrigues Navas. “Saber Viver”: Táticas de Sobrevivência do Nordestino no Rio de Janeiro. Dissertação de Mestrado. Puc – Rio de Janeiro, 1992.
___________________________________. Textura Áspera: Confinamento, Sociabilidade e Violência em Favelas Cariocas. Tese de Doutorado. PUC – Rio de Janeiro, 1999.
Recebido: 15/03/2008
Aceito: 05/05/2008
NOTAS:
(1) Trecho do texto sobre mulheres de autoria da Rita Lee.
(2) Esse artigo é parte da tese de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica da PUC – Rio, orientada pela Prof. Dra. Junia de Vilhena.
(3) Esse artigo é parte da tese de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica da PUC – Rio, orientada pela Prof. Dra. Junia de Vilhena.